3 de novembro de 2008

Sobre a crise

(...) As “leis do mercado” conduziram a uma situação caótica que levou a um “resgate” de milhares de milhões de dólares, de tal modo que, como se referiu acertadamente, “se privatizaram os ganhos e se nacionalizaram as perdas”. Encontraram ajuda para os culpados e não para as vítimas. Esta é uma ocasião única para redefinir o sistema económico mundial a favor da justiça social.

Não havia dinheiro para os fundos de combate à SIDA, nem de apoio para a alimentação no mundo… e afinal, num autêntico turbilhão financeiro, acontece que havia fundos para que não se arruinassem aqueles mesmos que, favorecendo excessivamente as bolhas informáticas e imobiliárias, arruinaram o edifício económico mundial da “globalização”. (...)

Do Blog do José Saramago (sim! ele tem um blog)
Veja o texto na ítegra aqui.

4 comentários:

  1. Como bem disse o Bono Vox, do U2, os paises ricos não tem 25 bilhões de dólares para erradicar a fome na África, mas tem trilhões para socorrer instituições financeiras gananciosas...
    Ah, obriagado pela dica do blog do Saramago!

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  2. Hmm, citando Saramago - coisa chique!

    Ele tem um livro chamado Evangelho Segundo Jesus Cristo, que só li uns pedaços, por enquanto.

    Acredito que um comunista, como é o escritor, está conceitualmente mais próximo de entender o Cristo.

    Que, se viesse hoje, certamente não estaria entre os investidores de Wall Street, mas entre os fodidos do mundo pobre...

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  3. Sempre a mesma história...

    A quem tem será dado. De quem não tem, até o pouco será tirado...

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  4. Anônimo7:15 PM

    Bush, aquele que fala com desenvoltura em livre mercado é o mesmo que injeta quantidades astronômicas no bolso dos "culpados" sem ser atingido por um único traço de rubor.

    Arrighi dizia com razão que livre mercado nunca construiu potência alguma; toda potência capitalista, seja as cidades -estados italianas, a Inglaterra ou os Estados Unidos, se construiram sobre a base de muita intervenção.

    É certa a máxima de que liberalismo nos olhos dos outros é refresco.

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