Era noite fria e chuvosa. Estava de joelhos, cabeça baixa, tenso, no beco escuro de uma viela sombria. Encheu-se de coragem, ergueu os olhos do chão e encarou, enfim, a face do Deus vivo, que chorava. Desviou os olhos com vergonha, lamentando dolorosamente ter passado tantas vezes ao seu lado sem vê-Lo, sem estender-Lhe a mão, sem saber que estava ali, nu e coberto de chagas.
- Busquei-o em tantos templos - falou, reticente.
E o Deus vivo, tossindo e gemendo, secou as lágrimas com a manga de camisa surrada que era seu manto, tocou-lhe a face carinhosamente e sorriu.
- Eu sei, meu filho. Eu sei - sussurrou ofegante, beijando a face do peregrino com Seus lábios murchos, e o fez repousar em Seu peito.
Aos pés do Todo-poderoso o peregrino depositou humildemente um cobertor, uma térmica de café e um pão caseiro quentinho. E cearam juntos sob o coro de anjos que dançavam ao seu redor.
- Busquei-o em tantos templos - falou, reticente.
E o Deus vivo, tossindo e gemendo, secou as lágrimas com a manga de camisa surrada que era seu manto, tocou-lhe a face carinhosamente e sorriu.
- Eu sei, meu filho. Eu sei - sussurrou ofegante, beijando a face do peregrino com Seus lábios murchos, e o fez repousar em Seu peito.
Aos pés do Todo-poderoso o peregrino depositou humildemente um cobertor, uma térmica de café e um pão caseiro quentinho. E cearam juntos sob o coro de anjos que dançavam ao seu redor.
Muito bom, bela prosa.
ResponderExcluire De quem muito nos tem dado
ResponderExcluiraprendamos a olhar pelos que suplicam...
entregues a um conforto,
que só o céu pode nos dar
afonso