21 de junho de 2007

A magnífica expedição ao quintal de casa

Passei alguns anos da minha vida aproveitando todo tempo livre para dedicar-me a subir montanhas. Desde trilhas leves até paredes verticais de rocha, com alto grau de comprometimento, passando pelas maravilhas do vôo livre, lançando-me no vazio do cume de algumas serras por aí.

Recentemente, com o advento das responsabilidades paternas, afastei-me desse meio, salvo por uma ou outra incursão, como a travessia do ano passado.

Mas continuo fazendo planos mirabolantes em minha mente. E sempre penso em como incluir meus pequenos bacuris nas minhas andanças. É verdade que já subi o humilde Spitzkopf algumas vezes. Recentemente estivemos também no cume do Morro dos Perdidos, em Tijucas do Sul – um excelente passeio em família. Mas minha mania de grandeza me faz sempre pensar em feitos extravagantes e raramente observar as oportunidades simples e adoráveis ao meu redor.

Felizmente meus filhos têm a cabeça muito mais no lugar que eu, e me convidaram para uma irrecusável aventura no quintal de casa. Nos armamos de botas de caminhada, mochila, lanche, água, chapéu e binóculos e nos lançamos nas emoções e perigos da terrível floresta no nosso quintal.

Quintal de casa

Quintal de casa

Quintal de casa

Nunca teria pensado nisso, não fosse o eterno apetite da infância.


Mais fotos aqui e aqui.

2 comentários:

  1. André6:45 PM

    Que coisa divertida, como as crianças aproveitam as coisas simples da vida. Eu morei uma época com uma pedreria nos fundos de casa, no caminho para Santa Felicidade. Algumas vezes eu e o Ricardo pulamos o muro para "escalar" os barrancos naquilo que era uma das maiores aventuras de nossas vidas. Eu devia ter 12 anos e o Ricardo 9...

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  2. Ah sim! Lembro bem daquela casa. Tinha uma árvore de 'amorinhas' nos fundos. Boas lembranças...

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